domingo, 26 de maio de 2013

Manhecença Caipira no meu Paraíso - Poema de Antônio Carlos Affonso dos Santos - ACAS

 
 
Manhecença Caipira no meu Paraíso - Poema de Antônio Carlos Affonso dos Santos - ACAS
 

 O dia nasce ao cantar do galo
 Dos sabiás e pintassilgos,
Na amoreira rente ao quarto dos meninos
 Do mugido das vacas com seus bezerros,
Livres do curral e da ordenha
 E o cocheiro chega a casa
 Com dois baldes de leite; espumante
 Muuuuuuuuuuuuuuuhhhh, reclama
 O bezerrinho, ansioso pelo leite escondido da mãe... .
 Lá no alto do morro
 Do angical enfeitado, veem-se as flores
 Do ipê amarelo, repleto de aves
 Que Anuncia o tempo de plantar
 Lá no brejo a saracura pia
 Chamando filhotes...
 Na cerca da casa, o cipó de São João, florido
 Onde os coitelo vem buscar o mel
 Que divide com a jataí
 E um bando de quero-quero fazem a fuzarca
 Dirigindo a orquestra da Natureza, que acorda bemol
 Um bando de urubus fazem círculos no trecho do eito de arroz...
E os fogo-apagou, fazem vôos rasantes
 Com as rolinhas e tico-ticos
 
 
 
 

 

 

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