segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

JORNADA CREPUSCULAR - Por Mário Matta e Silva - SARAMAGO: UM ATEU PERVERSO

 
 
JORNADA CREPUSCULAR - Por Mário Matta e Silva - SARAMAGO: UM ATEU PERVERSO
 

Passeio-me com a Bíblia por entre as mãos e vou viajando, de parábola em parábola, durante a jornada crepuscular dos nossos dias, atento à polémica em volta do escritor Saramago.
Reparo nas reacções e confrontos com as palavras deste assumido ateu, mais do que ao seu livro agora editado, CAIM, e sinto quanta perversidade existe na sua acalorada afirmação de que a Bíblia «é um manual de maus costumes».
 
Tenho por mérito conhecer-me como um crente pouco participativo mas leitor atento da Bíblia e do antigo e novo Testamentos, mas não é por isso que não posso ajuizar do comportamento de um português que auto se «exilou» nas Canárias.
 
A maior acusação que posso fazer às afirmações de Saramago é a de que a forma e conteúdo das mesmas são de um desajustamento enorme face ao nível intelectual que se lhe exige. Mostrou Saramago, nestes últimos dias, ser um ateu perverso dada a forma perigosamente fanática com que se arroga das suas conclusões.
 
Nada mais fácil poderá ter feito para negar a Deus, escrevendo-o com minúsculas e opondo-se à sua existência, reinventando a sua não existência. Quanto a Caim, os escritos dos primeiros tempos (Antigo Testamento) mostram à saciedade que é do mal e do bem que se fala, que é destas duas forças que se vivenciam pela humanidade de que se «verseja».
 
Caim, frente a seu irmão Abel, detém o poder do mal, e lemos assim na História da Bíblia esta passagem: «(…) Caim porém guardou rancor no coração, e um dia, tendo convidado o irmão a ir passear com ele ao campo, arremeteu ao inocente Abel, e matou-o.»

Leia este tema completo a partir de 27 de Fevereiro carregando aqui.

 



1 comentário:

  1. Amigo Mário
    Em nada me oponho em relação à crença de cada um. Como manda o ditado “religião e política, esquecia-me do futebol” não se discutem. Até posso concordar que Saramago tem , melhor dizendo, teve, pois infelizmente e para mal do nosso país já faleceu, algumas lacunas ligadas à sua posição religiosa. Eu sou uma grande apreciadora deste escritor, mas isso agora não vem ao caso. Não me vou alongar muito senão nunca mais me “calo”, só quero dar a minha opinião em relação à Bíblia, principalmente ao Antigo Testamento. Leste realmente com atenção as partes mais fortes? Aquilo é mesmo duma crueldade aterradora, para não falar de outras coisas próprias da época.
    Um Deus que é todo amor e perdão poderia alguma vez portar-se daquela maneira? A própria Igreja faz “por esquecer sempre que possível” o Antigo Testamento, redimindo-se com o Novo Testamento… enfim!
    Pronto, vou acabar, apesar desta minha crítica gostei de ler o teu artigo.
    Abraço amigo
    Liliana Josué

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