quinta-feira, 3 de abril de 2014

Visita às Igrejas - Texto / Crónica de Lina Vedes


Visita às Igrejas - Texto / Crónica de Lina Vedes 

 Pela Páscoa, na altura da Semana Santa, era tradição, e toda a cidade se envolvia nela, visitar as igrejas de Faro, na quinta-feira à noite.

 O circuito percorrido era quase imposto, com naturalidade, devido à localização das igrejas a visitar – S.Pedro, Misericórdia, Sé, S.Francisco, Pé da Cruz, Carmo.

 Poder-se-ia iniciar por qualquer delas, indo para a esquerda ou direita, caminhando em carreirinha, uns atrás dos outros, encontrando outros, no mesmo percurso, em sentido contrário.

 Partindo da Misericórdia, passávamos o Arco da Vila, subíamos a R. do Município, atingindo a Igreja da Sé, com o largo iluminado a receber os farenses. Saindo da Sé íamos junto à Escola do Magistério Primário, actualmente desactivada, para o Largo das Freiras, hoje Praça Afonso III, sendo à data, o Convento de Nossa Senhora da Assumpção, um edifício fechado, descaracterizado, um armazém de cortiça. Passávamos debaixo do Arco do Repouso, que tinha 2 ou 3 habitações no seu interior, atravessávamos o Largo de S.Francisco em direcção à Igreja do mesmo nome.

 Após a visita, continuávamos pela R. dos Caçadores 4, cortávamos na R. Bocage até à Igreja do Pé da Cruz. Saídos do local, percorríamos a R. Pé da Cruz para alcançar a Pontinha e, onde actualmente existe o edifício da Comissão de Coordenação da Região do Algarve (CDR), era um descampado escuro. Algumas vezes, esse espaço serviu para a montagem de um barracão o «Teatro Desmontável»que muito animou os amantes de espectáculos.

E à Pontinha, virávamos para o R. Vasco da Gama, cortávamos para a Batista Lopes, derivávamos para a R. do Alportel junto do edifício dos Correios antigos, até ao Largo de S.Pedro. Atravessávamos o jardim e o Largo do Carmo, para a Igreja do mesmo nome. Descíamos, de novo, e encaminhávamo-nos para a R.Filipe Alistão, depois da visita a S.Pedro.


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