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domingo, 22 de setembro de 2013

Poesia de Virgínia Teixeira - Eclipse; Pirata; Ser estranho

 
Poesia de Virgínia Teixeira - Eclipse; Pirata; Ser estranho
 

Eclipse

O eclipse chega montado num raio que esgrima o céu vibrante
Elas seguem-no com o olhar, as carpideiras de rostos taciturnos
O eclipse envolve-lhes o mundo num manto escuro num instante,
Abraçando com ferocidade o Sol com os seus tentáculos nocturnos
 
E elas olham, desamparadas, sem reter as lágrimas ainda no peito para derramar
Enquanto a escuridão se espalha, como uma sinuosa nuvem de pó negro
E tudo engole, num momento de terror, na senda de tudo apagar
Cada recanto. Cada rua. Cada casa. Cada memória. Cada alma.
 
As carpideiras ajoelham-se, gritando enlouquecidas um lamento visceral
Ai o Mundo! Todo o seu Mundo! Agora rendido, chamuscado, perdido…
O rio de lágrimas destas carpideiras condoídas abre caminho para o triste funeral …
 
O caixão vai pesado de sonhos, de memórias, de risos e de esperanças
E elas, as carpideiras, que carregam com temor esse caixão de um Mundo traído
E lamentam-no, esse cadáver envolto em solidão, despido de todas as crenças…


Leia este tema completo a partir de 23 de Setembro carregando aqui.





 



domingo, 15 de setembro de 2013

Talvez... - Conto de VIRGINIA TEIXEIRA

 
Talvez... - Conto de VIRGINIA TEIXEIRA
 

Talvez nunca ninguém entenda. Talvez com o tempo esqueçam esta ânsia no olhar. Talvez pensem que, assim como eles esquecem, ela conseguirá também esquecer.
 
Talvez um dia, quando a virem feliz com outro, se perguntem em que momento ele saiu dela. Mas não lhe vão perguntar. Se perguntarem, ela não lhes dirá em que momento foi. Não lhes dirá porque, mesmo feliz, não houve o momento. Ela nunca deixou de o querer. Ele será, ainda que nunca admita a ninguém, ainda o único.
 
Diferente, estranho, inesquecível. E ela, sempre que olhar o mar ou as montanhas ao longe, sempre que a virem de olhar perdido, vai estar com ele. Incapaz de o esquecer, incapaz de não o entranhar cada vez mais em si. Feliz por um momento, em que o sonho fica tão real que ela se sente, por um breve segundo mágico, novamente dele.
 
 Ela caminha, traz a alma acorrentada à vida. Mas não traz tristeza, pelo menos não a tristeza angustiante que pensam. Ela traz, nessa ânsia insatisfeita, nesse querer sem ter, sorrisos sonhadores, lembranças mágicas, e o cheiro dele. E é feliz assim, mesmo que ninguém jamais lhe entenda o espírito.
 
 Se ele existiu ela não sabe. Se foi verdade cada instante que traz consigo, não tem certeza. Mas lembra-se do que sentiu, e basta-lhe.
 
Talvez, mais do que falta dele, tenha falta de quem foi com ele. Ela sonha em ser real, sentir-se viva e sincera. Ela precisa lembrar-se do que é descer do palco.

Leia este tema completo a partir de 16 de Setembro carregando aqui.


 



sábado, 15 de junho de 2013

POESIA DE VIRGINIA TEIXEIRA - Décadas; Um instante

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POESIA DE VIRGINIA TEIXEIRA - Décadas; Um instante
 
Décadas
 
Décadas passadas e ele ainda marca o caminho  
Anos de solidão e de espera sem angústia nem pesar  
Minutos que o relógio contou com um tiquetaque baixinho  
Saudade que não cessa nem tem olvidar
 
Saudade da criança que se deitou no leito  
Da menina que não conhecia a verdade  
Da mulher com um furacão no peito  
Que se descobriu naquela noite sem piedade
 
Nota: É possível que a métrica deste poema não esteja igual àquela que é apresentada no poema original publicado no Jornal Raizonline dado o facto de o sistema informático dos blogues não estar a respeitar as formatações .

Leia este tema completo a partir de 17 de Junho carregando aqui.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Página de Virgínia Teixeira - Sobre defesa dos animais - Dar a cara pela abolição (das touradas) - Texto de Virgínia Teixeira

 
Página de Virgínia Teixeira - Sobre defesa dos animais - Dar a cara pela abolição (das touradas) - Texto de Virgínia Teixeira
 
As touradas são talvez dos temas mais polémicos no âmbito dos direitos dos animais em Portugal. Como defensora acérrima dos animais humanos e não humanos, nunca tive qualquer dúvida sobre o absurdo que são as touradas e a crueldade que constituem.
 
Não vou discorrer sobre a questão do animal ser obrigado a ir para a arena onde um «humano» por livre e espontânea vontade se diverte a feri-lo e outros «humanos» pagam para ver o «espectáculo», sentindo prazer com o sofrimento do animal. Não vou dissertar sobre isto simplesmente porque me parece óbvio demais e não há qualquer desculpa que me possa demover.
 
 Não quero saber se os touros são bem tratados durante o tempo de vida que têm porque isso não desculpa a morte estúpida que sofrem, nem o prazer psicopata que os toureiros e espectadores têm nisso.
 
Nem quero saber da tal desculpa da cultura, porque a cultura de um país deve ser aquilo que os faz sentir orgulho de serem (neste caso) Portugueses, e eu não sei como me orgulhar de saber que em pleno século XXI a tortura contínua em países ditos civilizados, com aqueles que não se podem defender.
 
 Leia este tema completo a partir de 5/11/2012