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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Sou pássaro de fogo - Por Abílio Pacheco

 
Sou pássaro de fogo - Por Abílio Pacheco 
 
O título poderia ser «impossível não se apaixonar por Paula Fernandes». O leitor já deve ter percebido que sou meio avesso a títulos longos. Talvez já tenha percebido que procuro e prefiro os curtos e inusitados.
 
Mas eu não sou pássaro de fogo. O título – o leitor que ouve rádio, assiste tv e aquele que gosta de música sertaneja já deve ter percebido – o título é um verso de uma das canções interpretadas por Paula Fernandes.
 
A cantora foi vista por mim pela primeira vez – e acredito que pela primeira vez por muitos – no show de fim de ano de Roberto Carlos (em 2010) (foto) e nos incessantes e saturantes noticiários televisivos.
 
Falar dos dotes físicos da moça seria repetir o que o leitor já ouviu. Seria também trazer para esta página o apelo da sensualidade já tão banalizado por aí. Seria, então, fugir do propósito dessas crónicas: oferecer ao leitor algo só encontrado aqui.
 
Meu segundo contato com a apaixonante Paula, muito embora eu a tenha escutado antes sem dar muita trela, foi depois que publiquei «sertanojo» – crónica que provocou reações afetivas e exageradas favoráveis e contrárias além de muitos comentários bem equilibrados.
 
 

sábado, 3 de agosto de 2013

As Fases da Música Sertaneja. - Texto de Helena Emília

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As Fases da Música Sertaneja. - Texto de Helena Emília 
 
Os mais novos podem pensar que a música sertaneja é baseada no som que atualmente tem feito bastante sucesso entre o público, como o som das duplas, Jorge & Matheus, Fernando & Sorocaba ou ainda Gustavo Lima e Michel Telo, com seus hits que não param de tocar nas rádios e que são sucessos por todo o Brasil.
 
Mas as origens deste género de música são muito mais antigas, e passam por várias fases e épocas, que são marcadas por estilos e utilizações de diversos instrumentos musicais e o aproveitamento de diversos ritmos e influências musicais de outros géneros. Por isso, a imprensa especializada divide essas fases como gerações da Música Sertaneja!
 
Desde o primeiro registo há mais de um século a música sertaneja não parou de se reinventar. Durante um século o género sofreu diversas modificações e absorveu influencias que o transformaram na música pop do país. Tudo vem mudando evoluindo, essa modernização que virou consumo. A música veio mais apelativa para a juventude brincar e dançar.
 
O Que Se Compreende Como Sertanejo?

 Do ponto de vista gramatical, o sertanejo se refere diretamente com a localidade, pessoas e pontos de referencias distante das áreas urbanas, ou seja, das cidades. Para outros, se refere diretamente o ponto comum com a cultura e hábitos nordestinos, marcados principalmente pela dificuldade de sobrevivência e clima bastante agressivo para a realização de muitas coisas.






sábado, 15 de junho de 2013

A evolução da Música Sertaneja - Texto de Helena Emília

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A evolução da Música Sertaneja - Texto de Helena Emília 
 
Assim como tudo neste mundo se evolui a música também tem a sua evolução, e com isto tem tido muita polêmica a respeito. A música sertaneja passa por ciclos e estamos vendo exemplos do primeiro ciclo.
 
Artistas do primeiro ciclo que a meu ver, que mais influenciaram os artistas que os sucederam. Na verdade é um rol dos artistas cuja contribuição para a música sertaneja foi mais significativa, a ponto de traçar os moldes do segmento a partir do momento em que estes se consagraram ou surgiram para o Brasil. Ao invés de colocar na ordem de importância colocarei na ordem cronológica assim facilita compreensão.
 
 Cornélio Pires:
 
Qual a importância desse cara? Ora, foi ele quem trouxe a música sertaneja para os ouvidos de uma parcela maior do povo brasileiro. Foi ele quem deu o pontapé inicial para a popularização do estilo, isso nos anos 10 do século passado. 100 anos atrás. Ele quem ajudou a popularizar artistas como Raul Torres & Florêncio e outros da mesma época, deixando o caminho aberto para o surgimento de novos artistas.
 
 Tonico e Tinoco:
 
A primeira mega dupla sertaneja. Não há artista dos anos 60 pra cá que não se digam influenciados por estes dois. Surgiram para o Brasil em 1944, mas se consagraram em 1946, com o sucesso da música Chico Mineiro. A popularidade era tamanha que em 1970 chegaram a estrear um espetáculo junto com a Rita Lee. O show, batizado de Nhô Look, foi realizado naquele ano na Fenit, na capital paulista.





de músicas estrangeiras – caso para especialistas... - Por Se Gyn

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de músicas estrangeiras – caso para especialistas... - Por Se Gyn 
 
A despeito de todo discurso em torno do purismo ou da preservação da música brasileira de parte da crítica, os profissionais envolvidos com o mundo da música no Brasil nunca tiveram muitas reservas quanto à adesão à gravação de ritmos e músicas estrangeiras, havendo no mercado, inclusive, gente especializada na realização de versões de sucessos estrangeiros para nossa língua.
 
Num país em que o domínio de uma língua estrangeira era considerado um luxo da elite, a gravação de uma música estrangeira, apesar de seu provado potencial de sucesso, dependia da realização de uma boa versão para o português, para garantir que emplacasse nas vendas.
 
Como é sabido, a versão não é uma simples tradução da letra original, eis que ela tem que combinar, em termos de métrica e rima, com o compasso e andamento da música originalmente criada. De qualquer forma, a letra da versão, para ser bem sucedida, não pode se distanciar demais do som e do sentido da música original.
 
E é aí que entra o profissional especializado, que tem sensibilidade e competência para a realização de tal tarefa.
 
No Brasil, alguns profissionais do mundo da música acabaram por se especializar na realização de versões de músicas estrangeiras e, alguns chegaram a se tornar célebres, como é o caso de Fred Jorge, que foi um dos responsáveis diretos pela bem sucedida operação de introdução e aclimatação do rock and roll no mercado nacional, realizando a versão de muitas versões das músicas que estouravam no mercado norte-americano.
 
Suas versões primavam pela simplicidade e manutenção do espírito das letras originais, e nesse sentido, podemos citar as versões de «Stupid Cupid», música de Paul Anka e, «Rithm of the rain», de John Claude Gummoe (The cascades) e centenas de outras, muitas das quais, foram parar no repertório de Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderléia, Agnaldo Timóteo, The fevers, Renato e seus Blue Caps, Golden Boys, etc.





domingo, 28 de abril de 2013

O dono do «Bazar do Waldomiro» e a duplinha sertaneja iniciante... - Por Se Gyn

 
O dono do «Bazar do Waldomiro» e a duplinha sertaneja iniciante... - Por Se Gyn
 
Lugar comum é dizer que Waldomiro Bariani Ortêncio, paulista de nascimento e, goiano por afetividade, é hoje uma das sumidades intelectuais do estado de Goiás. Em sua interessante biografia, encontram-se a adolescência no setor de campinas (onde o pai se estabeleceu e, tinha uma serraria), a passagem pelo time do Atlético Esporte Clube, a carreira de empresário, que começou com uma loja que acabou virando uma cadeia de loja de discos - o famoso Bazar Paulistinha - espalhada, por Goiânia e, Brasília, a experiência de radialista na Rádio Clube de Goiânia, a experiência como compositor e, depois, a consagração como uma figura proeminente, dedicada à literatura, como escritor, filólogo, e pesquisador.
 
A importância dele no mercado regional de gravações, pode ser medida pela sua citação, em gravações de músicas do homem do campo. Conheço pelo menos duas músicas sertanejas que fazem referência à sua figura: «Pagode em Brasília», cantada pela dupla Tião Carreiro e Pardinho - e, talvez uma das peças mais famosas e, divulgadas de seu repertório e, «Saudades de Goiás», cantadas pela dupla Belmonte e Amaraí.
 
 Na primeira, da autoria de Teddy Vieira e Lourival dos Santos, os versos de referência são estes: «No estado de Goiás meu pagode está mandando / O bazar do Vardomiro em Brasília é o soberano / No repique da viola balancei o chão goiano / Vou fazer a retirada e despedir dos paulistano / Adeus que eu já vou me embora que Goiás tá me chamando.», referência explícita à pioneira abertura de uma filial do «Bazar Paulistina» na capital federal.
 
Na outra referência, dizem as duas primeiras estrofes da belíssima canção composta por Goiá e Zilo: «Goiás é saudade em tudo que falo / As vezes me calo por essa razão / Mas o Valdomiro Bariani Ortêncio / Rompeu o silêncio do meu coração / Porque em seu livro «Sertão Sem Fim» / Mandou para mim recordação. Em seus personagens eu vi os goianos / Que há quase dez anos não posso mais ver / A grande saudade bateu em meu peito / Não tive outro jeito se não escrever / Humilde mensagem á terra querida / Que nunca na vida irei esquecer.»