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sábado, 3 de agosto de 2013

Poesia de Sanio Aguiar Morgado - Cobaia; Roda da vida; Sonhos e pesadelos

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Poesia de Sanio Aguiar Morgado - Cobaia; Roda da vida; Sonhos e pesadelos    
 
Cobaia
 
Sou esta experiência,  
uma cobaia simplesmente,  
entregando o corpo e a alma  
para pesquisas do Criador.
 
Os aparelhos estão ligados,  
sabem tudo o que passo,  
testam este ser de carne,  
sobrecarregam o coração.
 
Sinto que meus olhos  se encontram feridos  
e que os lábios num sorriso não escondem esta dor.
Quando me inutilizarem,  libertem a minha alma no  
espaço infinito de onde  emana todo o amor.


Leia este tema completo a partir de 5 de Agosto carregando aqui.

 

domingo, 7 de julho de 2013

Poesia de Sanio Aguiar Morgado - MONSTRO DO TEMPO; MIGUELZINHO; NATUREZA

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Poesia de Sanio Aguiar Morgado - MONSTRO DO TEMPO; MIGUELZINHO; NATUREZA   
 
 MONSTRO DO TEMPO
 
 
O tempo, este monstro  
impiedoso, nos convida  
aos mais belos jantares,  
depois consome-nos a todos.  
 
Ilude-nos com a sua beleza  
e mesmo encantos de criança,  
mas acelera à nossa frente,  
levando sonhos e esperanças.  
 
Passa rápido, não duvides,  
nem te iludes com suas ofertas,  
as mais inocentes prendas  
serão levadas em hora incerta.  
 
E quando revelar à tua frente,  
a face que sempre te escondeu,  
verás que és o próprio monstro,  
como serás tu e sou eu.
 
Leia este tema completo a partir de 8 de Julho carregando aqui.
 
 

 

sábado, 6 de abril de 2013

Poesia de Sanio Aguiar Morgado - Trem da Vida; Fantasma; Herança Além Tejo

 
Poesia de Sanio Aguiar Morgado - Trem da Vida; Fantasma; Herança Além Tejo        
 
Trem da Vida
 
 Há um trem
 na minha vida,
 que regularmente
 me atravessa.

 
às vezes, o sinto vazio,
 outras, observo-o cheio,
 nunca sei o seu destino,
 aonde vai ou de onde veio.

 
Fantasma
 
 Antigamente,
 quando escrevia, um
 fantasma que não via
 me dizia todas as coisas.

 
Hoje, o entendo, leio
 seu pensamento e ele não
 me fala nada, escrevo
 sempre o que penso.

 
Herança Além Tejo
 
 Lavo a alma
 nas águas do Tejo,
 alma das cartas que
 ficaram sem resposta.

 
Do tempo esquecido,
 de esperanças na partida
 e saudades que
 ficam no horizonte.

 
 
Leia este tema completo a partir de 8 de Abril carregando aqui.
 
 
 

 
 

sábado, 2 de março de 2013

Poesia de Sanio Aguiar Morgado - AMANTES; TESTAMENTO I; NADA A ESCREVER

 
Poesia de Sanio Aguiar Morgado - AMANTES; TESTAMENTO I; NADA A ESCREVER      
 
 
AMANTES
 
 Ambos assim entrelaçados,
 entregues e inertes neste momento,
 restamos docemente fatigados
 ao amor que nos deixa derrotados.

 
Corpos unidos e abraçados
 com nossos sangues mais quentes,
 nos aquecem mais que as roupas
 lançadas ao chão mutuamente.

 
TESTAMENTO I
 
 O que me pertence
é esta escrivaninha velha,
 e uma máquina de escrever.

 
é a chuva que cai,
 a solidão da tarde e
 os versos que deixarei.

 
NADA A ESCREVER
 
 Agora não queria
 escrever nada e só deixar
 este papel serenamente
 em branco, questionando,
 um reflectir de tudo.

 
Uma impotência
do ser humano que está
 entre o silêncio e um grito.
 Folha com pressentimentos,
 cheia de versos invisíveis.

 
 
Leia este tema completo a partir de 4 de Março carregando aqui.
 
 
 

 
 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Poesia de Sanio Aguiar Morgado - RECOMPENSA; PAREDES DA BEIRA; POESIA INVISIVEL

 
Poesia de Sanio Aguiar Morgado - RECOMPENSA; PAREDES DA BEIRA; POESIA INVISIVEL      
 
RECOMPENSA

Escrevo acreditando
que isto um dia tome forma
e cristalize o brilho
dos meus olhos.
 
Pois em cada verso, não me
extingo tão facilmente,
sinto que deixarei sementes
e estarão por este universo.
 
Me alegra fazer
nascer certas palavras,
que estavam no silêncio
de profundos isolamentos.
 
PAREDES DA BEIRA

Onde nasce o arco-íris,
pousa um beija flor,
germina esta semente
o nascer de um novo amor.
E uma estrela cadente
nas aguas fundas do olhar.
Despertando o imenso vale,
brilha o sol na ribeirinha,
videiras generosas e
mil asas de passarinhos.
é a aldeia distante,
 
POESIA INVISIVEL

é preciso escrever
para que não se perca
esta loucura toda.
 
Cada gota é importante
deste metal líquido,
este mercúrio da alma.
 
Por que se o perdermos,
reagirá em espuma e fumaça,
ficará desfeito na chuva.
 
 
 
 
 

 

domingo, 13 de janeiro de 2013

Poesia de Sanio Aguiar Morgado - PROJECTO; UM AMOR; PAI

 
Poesia de Sanio Aguiar Morgado - PROJECTO; UM AMOR; PAI       
 
 
PROJECTO
 
 Estes desenhos inacabados,
 alguns até já coloridos,
 é o projecto da minha vida,
 mas que não foi concluído.

 
Foram feitos de ilusões,
 com muito amor e paixão,
 a alma pura e inocente
 que não é a realidade.

 
UM AMOR
 
 Quero o amor dividido,
 metade para mim
 e outra para você.

 
Um amor sereno,
 sem mágoas, sem rancor
 e sem veneno.

 
PAI
 
 Pai que me viu brincar,
 pai que vi trabalhar,
 pai que me viu chorar,
 pai que vi sorrir.
 Pai que me viu andar,
 pai que vi descansar,
 pai que me viu dormir,
 pai que vi acordar.
 Pai que me viu falar,
 pai que vi se calar,

 
 
Leia o texto completo a partir de 14/01/2013 carregando aqui.
 
 
 

 

domingo, 18 de novembro de 2012

Poesia de Sanio Aguiar Morgado - ANJO;SER COMPLETO; OS POETAS

 
Poesia de Sanio Aguiar Morgado - ANJO;SER COMPLETO; OS POETAS 
 
 
 ANJO
 
 Tu que me rodeias e
 percorres minhas ideias,
 vives em minhas veias
moldando meus ideais.

 
A quem sinto pertencer
 todas estas células,
 a matéria que possuo
 e até a alma que tenho.

 
SER COMPLETO
 
 Se um dia tivesse
 tua paixão,
 teu carinho,
 tua admiração,
 teu colo,
 tua amizade,
 teu conforto,
 tua dedicação,
 teu desejo,
 tua ambição,
 teu companheirismo,
 tua vontade,
 teu pudor,

 
OS POETAS
 
 Nós não precisamos
 dos poetas, só de
 economistas, técnicos
 de reservas cambiais,
 os mercados flutuantes
 e todos os índices.

 
Estes salvarão o mundo,
 igualarão ricos e pobres
 e acabarão com a fome.
 Os poetas serão expulsos,
 perseguidos e queimados,
 principalmente os amantes.

 
 
Leia este tema completo a partir de 19/11/2012
 
 
 

 
 

domingo, 4 de novembro de 2012

EUCLIDES DA CUNHA - Por Sanio Aguiar Morgado

 
EUCLIDES DA CUNHA - Por Sanio Aguiar Morgado 
 
EUCLIDES RODRIGUES PIMENTA DA CUNHA, nasceu em Cantagalo, Rio de Janeiro, no dia 20 de Janeiro de 1866. Órfão de mãe aos 3 anos , recebeu de seu pai Manoel Rodrigues, baiano, grande influencia romântica da geração de Castro Alves de versos com inspiração humanitária e social.
 
Foi militar, engenheiro, jornalista, professor, ensaísta, historiador, sociólogo e poeta. Seus primeiros estudos foram em São Fidélis, concluindo mais tarde curso de Humanidades no Colégio Aquino, tendo sido discípulo de Benjamin Constant.
 
Fundou o jornal O Democrata com outros companheiros onde publicava composições e poesias.
 
Sua passagem pelo exército foi bem curiosa pois foi desligado por insubordinação, tendo assistido a Proclamação da republica volta a ser reintegrado a pedido de amigos, entre os quais, Candido de Rondon e lá conclui o curso da escola superior tornando-se então, Primeiro-tenente.
 
Euclides deixou o exército em 1896 e já como engenheiro é nomeado Superintendente de Obras de São Paulo. Em 1897, ainda jovem, preocupa-se com os sertões, a dor do sertanejo e a tristeza da vegetação regional. Os sertões foi o reino do escritor, sua personalidade foi acrescida dos sertões, foi sua «Passárgada», lembrou Gilberto Freire.
 
A formação social no Brasil, os problemas étnicos, a deterioração regional e racial passaram a fazer parte do universo deste homem carismático, terrivelmente magro e ardente de brasileirismo, que já refletia sobre o futuro amazónico e ao seu espírito cablôco, junta-se o engenheiro e o sociólogo.
 
 
 
 

 
 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Poesia de Sanio Aguiar Morgado - Restos; Página vazia; Versos inexistentes

 
Poesia de Sanio Aguiar Morgado - Restos; Página vazia; Versos inexistentes
 
 Restos
 
 Estes pedaços de poesias,
como restos de gavetas,
junto-as em estrofes
feitas sem alma, de proveta.
São amores sentidos,
aquelas saudades que tenho,
uma tarde húmida afastada e
que não tem neste caminho.
 
Página vazia
 
 Não há uma só
 página preenchida, no
 livro de nossas vidas,
 onde só o tempo marcou.
 Não houve grandes
 emoções entre nós,
 foram poucas alegrias
 e também pouca dor.
 
Versos inexistentes
 
 Versos que talvez inexistam
 e sequer alguém os tenham feito,
 imprevisíveis e mesmo imperfeitos,
 mas que sinto dentro do meu peito.
 Se estou certo de os escrever,
 outros também, estarão bem perto,
 pois todos andam a procurá-los
 no mesmo escuro deste deserto.
 
 
 
 

 

sábado, 29 de setembro de 2012

FLORBELA ESPANCA - Por Sanio Aguiar Morgado

 
FLORBELA ESPANCA - Por Sanio Aguiar Morgado
 
Naquela noite de 7 para 8 de Dezembro de 1930, Florbela Espanca avisou a sua criada Teresa de que não ia dormir no seu quarto habitual, do casal, mas noutro mais tranquilo e pediu-lhe para não ser despertada no dia seguinte. Disse-lhe, ainda, que andava com insónias e que queria dormir em paz...o máximo de tempo possível. Pela manhã, quando foi encontrada, era tarde demais Florbela morreu durante a noite, possivelmente às duas horas da manhã, à mesma hora e no mesmo dia em que tinha nascido, 36 anos antes.
 
O dia 8 de dezembro é o dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal, e curiosamente, Florbela Espanca nasceu a 8 de Dezembro (1894), casou a 8 de Dezembro de 1913, suicidou-se a 8 de dezembro de 1930, foi baptizada na igreja de Nª Sª da Conceição, aos 8 anos adotou o nome «da Conceição», e lecionou no colégio Nª Sªda Conceição, em Évora . O dia 8 de dezembro era ainda o aniversario da sua mãe, mãe que Florbela não conheceu bem.
 
Procurou incessantemente a felicidade no amor, mas a tragédia rondava sua vida, suas constantes decepções amorosas e finalmente a perda de seu irmão, amigo e confidente, através de cartas, selou sua desilusão pela vida.
 
O facto de ter assumido dois divórcios e três casamentos, numa época em que não era permitido a mulher tal liberdade, fez cair sobre ela o peso de uma sociedade austera, desumana, mesquinha e caluniosa. Perdia-se aí a maior poetisa de nossa língua.
 
Seu livro «Poesia Completa» na sua 5ª edição da Publicações Dom Quixote - Lisboa - em 2004 é particularmente especial para se compreender este ser tão especial.
 
Infelizmente até os dias de hoje há os que a julgam e condenem atribuindo-lhe o rótulo de libertina que ultrapassou as barreiras da natureza como sendo uma pessoa que escolheu as contradições «contra natura» que a conduziu a depressão e ao suicídio conforme publicação de nº 60 de maio de 2009 de «O Campanário» da paróquia de Ervidel.