Mostrar mensagens com a etiqueta Português. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Português. Mostrar todas as mensagens

sábado, 15 de dezembro de 2012

A CHEGADA - Por Arlete Piedade - Conto Bilingue (Português e Espanhol) - Tradução para espanhol - La Llegada

 
A CHEGADA - Por Arlete Piedade - Conto Bilingue (Português e Espanhol) - Tradução para espanhol - La Llegada
 
 
Era ya entrada la noche, las estrellas brillaban en el cielo oscuro y despejado, iluminado por el brillo de las constelaciones y las nebulosas que se dibujaban claramente en aquel firmamento esplendoroso de luz y quietud.
 
José caminaba desde hacia varios días y noches apenas con pequeñas paradas para que los animales descanse, y que su esposa e hijo comieran un poco de alimentos que les permitiese seguir con aquel viaje, cuyo fin él esperaba alcanzar en los siguientes días.
 
Aunque sus piernas estaban cansadas, proseguían con un ritmo propio como si no perteneciesen al mismo cuerpo y fuesen comandadas por algún mecanismo desconocido de un tiempo futuro, o talves pasado, José no sabía, pero sentía que ellas no le pertenecían y que alguna fuerza superior las mandaba en su lugar y le hacía sentir aquella urgencia en seguir sin descanso hasta que el niño esté seguro en tierra egipcia.
 
Miró atrás brevemente, alertado por un ruido diferente y casi imperceptible y vio que su esposa dormía sentada en el burro exhausto que que iba arrastrando sus patitas que no estaban acostumbradas, y envuelto en una manta, protegiéndolo del frío nocturno del desierto, el pequeño bulto, el hijo de María, pero a quien él amaba con un amor tan fuerte que sentía que daría su vida para proteger a él y a su madre.
 
Un pequeño bulto negro en el cielo, se vio por breves momentos en el brillo de la estrellada noche y José pensó que era un ave nocturna pero luego lo olvidó, mientras seguía su incansable rumbo al sol naciente cuyos primeros rayos ya comenzaban a pincelar la aurora como rosas y violetas en un fondo dorado.
 
 
 
 

 
 

A CHEGADA - Por Arlete Piedade - Conto Bilingue (Português e Espanhol)

 
A CHEGADA - Por Arlete Piedade - Conto Bilingue (Português e Espanhol)
 
Este conto ficou em 5º Lugar, no IV Concurso Artístico «Histórias de Natal» promovido pelo Centro de Estudos Culturais de Petrópolis - RJ (Brasil).
 
Era já noite alta, as estrelas brilhavam no céu escuro e límpido, iluminado pelo brilho das constelações e nebulosas que se recortavam claramente naquele firmamento esplendoroso de luz e quietude.
 
José caminhava desde há vários dias e noites apenas com pequenas paragens para os animais descansarem, e sua esposa e o Menino comerem algum parco alimento que lhe permitisse prosseguir naquela viagem, cujo fim ele esperava alcançar nos dias seguintes.
 
As suas pernas cansadas prosseguiam no entanto com um ritmo próprio como se não pertencessem ao mesmo corpo e fossem comandadas por algum mecanismo desconhecido de um tempo futuro, ou talvez passado, José não sabia, mas sentia que elas não lhe pertenciam e alguma força superior as comandava em seu lugar e lhe fazia sentir aquela urgência em prosseguir sem descanso até o Menino estar seguro em terra egípcia.
 
Olhou para trás brevemente, alertado por algum ruído diferente e quase imperceptível e viu sua esposa que dormitava sentada no burro exausto que no entanto ia também arrastando as suas patinhas desabituadas daquele piso, e envolvido na manta que o protegia do frio noturno do deserto, o pequeno vulto do filho de Maria, mas a quem ele amava com um amor tão forte que sentia que daria a sua vida para o proteger e a sua mãe.
 
 Leia este tema completo a partir de 17/12/2012
 
 
 

 

domingo, 11 de novembro de 2012

«A língua portuguesa é património dos portugueses e de mais ninguém»? - Texto de Gossiante Patissa

 
«A língua portuguesa é património dos portugueses e de mais ninguém»? - Texto de Gossiante Patissa
 
 O «maldito» acordo de unificação do português, entenda-se entre as variantes brasileira e portuguesa, abre uma fase de debates, trazendo cá fora, tanto críticas recheadas de razão, como também alguns dos mais infelizes argumentos.
 
O canal televisivo português «Sic», no seu espaço «Opinião Pública», na quinta-feira, 21/12 de 2007, promoveu um fórum com a presença em estúdio de uma ilustre professora de língua portuguesa, contando ainda com a participação de cidadãos de Portugal, Angola e Brasil, entre professores, tradutores e não só. Ficamos, nós os outros, a saber que neste acordo só Brasil, Portugal e Cabo-Verde foram tidos os achados, «porque o resto virá por arrasto».
 
Conservadora e efusiva nos seus argumentos, a pedagoga convidada considerou o acordo de unificação como sendo uma questão de «lobby» político do Brasil, que se «arroga» (termo nosso) do simples facto de ter uma população maior.
 
Mesmo porque a língua não é estática, o que pressupõe dizer que os brasileiros, que impõe tal unificação, estão sujeitos a dinâmica evolutiva da língua e o neologismo continuará a ocorrer. Ou seja, quantos acordos de unificação mais serão necessários?
 
«Uma questão de facilitismo», considerou a professora que já garantiu não aderir a tal unificação, evocando ainda que a língua portuguesa tem uma origem, o latim, e uma história a respeitar.
 
Ou seja, que o «h» mudo, o «c» (de acção) embora não se pronunciem, têm a utilidade de, não só evitar eventuais confusões com palavras semelhantes, como também ajudarem na entoação. Pelo que, os apologistas deste acordo para o qual nenhum exercício de auscultação pública foi experimentado, «estão a profanar as origens» da língua (variante) portuguesa.