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quarta-feira, 30 de abril de 2014

O Imenso Encanto da Existência! - Prosa poética por Pena




O Imenso Encanto da Existência! - Prosa poética por Pena

 Retirado do Blogue Memórias Vivas e Reais

 

 à minha volta está tudo silencioso. Um silêncio que coloca o pensamento em dia.

Não reparo nas horas, nos minutos, nos segundos. A sua fluidez não a sinto. Parece que o Universo parou.

Olho. Tudo está admiravelmente no seu lugar, respeitando a minha escolha com imensa serenidade e harmonia.

Os relógios pararam há muito, num sossego que traduz compreensão e respeito. Também respeito o perpassar do tempo por mim. Não o questiono sequer. Agarro o tempo com garra de um combatente.

Aqui e ali, vejo silhuetas que permanecem estáticas esperando que suceda alguma coisa significativa e representativa para eles. São meras construções do pensamento que me fazem pensar. Amar. Viver.

Descortino a luminosidade de um candeeiro a que me aconchego. Faz-me idealizar o que vai em mim. Contribui com algo que incendeia e jorra alegria do Ser e do Estar. Diz: - Presente!

E, está presente e bem lúcido, afagando o meu existir e dar um significado plausível a tudo o que faço, digo e conto.

Histórias intermináveis de que não sei o fim! Admiráveis e sentidas. Histórias de amor às pessoas que me preenchem e transcendem. Gosto de contá-las, pondo nelas misturas de carinho e amor.

Não por serem minhas, mas pelo temor de perdê-las ou esquecê-las.

Tenho sonhos que me tornam feliz vivendo felicidade. Porque razão? Não consigo definir com precisão. Perguntem aos sonhos? Eles são puros, ingénuos e sinceros. Responderão por certo, porque coabitam mais perto de mim.


segunda-feira, 14 de abril de 2014

E às vezes tenho receio da vida. Da Minha Vida! - Prosa poética por Pena


E às vezes tenho receio da vida. Da Minha Vida! - Prosa poética por Pena

Retirado do Blogue Memórias Vivas e Reais

As flores. A harmonia. A pacatez. O silêncio, fazem-me sentir e pensar. Numa tranquilidade de encanto e pureza. Que faz a «triagem»do meu Ser.

Tenho a certeza que «Habito» um Universo. Um Firmamento feito de preciosas e fantásticas pessoas perfeitas. São como estrelas cintilantes. Majestosas. Resplandecentes de brio e intensidade extraordinária. De uma sensibilidade marcante. Constantemente doce. Muito terna.

Tenho um receio imenso da vida. Da minha vida. Dos afectos que me transmitem. Sentidos. Presentes. Adoráveis e magnificentes. Que desmaiam no que sou num choro sentido de gratidão sincera.

Ajo sempre com o coração «entalado»no seu lugar preciso de apreço. Em que «construo»e me preocupo em executar poesias singelas, sem ser um poeta a sério. Que brotam do meu sentir com esforço. Esconderei sempre os meus versos em mim. De encontro ao meu peito. São meus.

Deliciosamente meus. Se os divulgasse rir-se-iam deles. Sei disso. Tenho um receio imenso da vida. Do que possam apurar. Do que possam desvendar. De entender que a poesia que faço não é poesia. Nunca serei um poeta, sabem?

Escondo-me. Escondo a poesia que sai do meu eu apressado. Oh, como ambicionava mostrar tudo o que possuo? Tudo, mesmo.

A poesia que «construo» dedico-ma. Não extrai o meu coração porque não pode? Direcciono-a ao meu esquecimento porque «entro» nela. Não sei sequer se vive de sobriedade. Bom - Senso. Se revela a minha Alma que vive a sonhar. Sonha, isso tenho a certeza. Sim? Absoluta.

Não sou um poeta. Sou somente um poeta de mim. Vive. Reage. E é.


 È às Vezes Tenho Receio Da Vida. Do choro poético da minha vida.
 Creio que faço bem em a esconder. Sim! A poesia! A poesia que faço só para mim.