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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Poesia de António Cambeta - VENDAVAL; SAUDADES NO CAIS DEIXEI


Poesia de António Cambeta - VENDAVAL;  SAUDADES NO CAIS DEIXEI   


 VENDAVAL

 

 No meu pequeno, mas belo jardim
 entrou a tristeza
 o vendaval que assolou a região
 levou-me as belas flores
 as rosas negras, os crisântemos amarelos
 as orquídeas de âncora
 que eu tinha bem estimadas
 como um tesouro que Deus nos dá.

As plantei e tratei
 com paciência de bonzo
 numa tarde serena e luminosa
 de Maio

Diariamente
vigiava meu tesouro
 de orquídeas de âncora
 de Fá Mui e de tulipas

Visionava distante com se de um sonho
 se tratasse.
 De um sonho pleno de amor.

Viver o sonho que sonhei
 entre as orquídeas de âncora de meu jardim
 embriaga-me
 no seu perfume oriental
 das orquídeas de âncora.

Uma noite
 a tristeza
 entrou em meu pequeno mas belo jardim
 e com o vendaval da noite
 minhas orquídeas de âncora
 minhas rosas negras
 meus crisântemos amarelos
 foram levadas pelo vento.

Na manhã seguinte
 ao encontrar todo o meu tesouro
 desfeito, chorei lágrimas de sangue.
 no chão ainda pude ver uma orquídea de âncora
 tentar sobreviver foi só o que restou

De novo, com paciência de chinês
 tentarei fazer florir meu tesouro
 e o protegendo das intempéries
 irei fazer para que minhas orquídeas de ancora
 fiquem bem amarradas ao fundo da terra
 para que jamais as possa perder


Leia este tema completo a partir de 26 de Novembro de 2014 carregando aqui

O DIA A DIA DOS BONZOS - Por: António Manuel Fontes Cambeta (Macau)


O DIA A DIA DOS BONZOS - Por: António Manuel Fontes Cambeta (Macau)
 

 Diariamente os bonzos tomam conta do mosteiro efectuando diversas tarefas entre elas cortar a relva, varrendo os aposentos e lavando as instalações, rezam e estudam os ensinamentos budistas. Os bonzos levantam-se por volta das 05.00 horas, um deles toma conta de acordar os restantes.

às 05.30 horas iniciam as suas rezas seguindo depois par o exterior do mosteiro, acompanhados por um noviço e iniciam o seu peditório pelas casas da redondeza, para isso vão munidos da sua tigela. Os fiéis sabem da hora em que os bonzos passam perto de suas casas e ali os aguardam para lhes oferecer alimentos, outros há que vão directamente ao mosteiro fazer as suas ofertas.

 Regressados ao mosteiros essas comidas recebidas são separadas pelos noviços e as espalham pelos pratos que depois irão servir ao bonzos como sua refeição. Os bonzos reúnem-se no Bot ou salão principal onde se encontra a imagem principal do Buda e ali aguardam que lhes seja entregue a comida, entretanto rezam agradecendo essa dádiva.

 Vários toques são dados num gongo anunciando que a comida está pronta para ser servida, é nessa altura que as noviças fazem a entrega da comida aos bonzos ou vão tomar a sua refeição no exterior do mosteiro.

Antes de comer os bonzos tornam a orar desta vez unindo as palmas da mão e inclinando o seu corpo até ao chão por três vezes dando graças, depois sim tomam a refeição comendo um pouco de tudo do que lhes é apresentado, respeitando deste modo os ofertantes.



domingo, 14 de julho de 2013

MONSANTO - A ALDEIA MAIS PORTUGUESA DE PORTUGAL - Texto de António Manuel Fontes Cambeta - (Macau - China e Tailândia)

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MONSANTO - A ALDEIA MAIS PORTUGUESA DE PORTUGAL - Texto de António Manuel Fontes Cambeta - (Macau - China e Tailândia)  
 
Monsanto (ou Monsanto da Beira) é uma freguesia portuguesa do concelho de Idanha-a-Nova, com 131,76 km² de área e 829 habitantes (2011). Densidade: 6,3 hab/km².
 
Foi sede de concelho entre 1174 e o início do século XIX. Era constituído pelas freguesias da sede, Aldeia de João Pires, Aldeia do Salvador e Toulões. Tinha, em 1801, 2 139 habitantes.
Aldeia histórica de Portugal, Monsanto é construída em pedra granítica.
 
Monsanto, avista-se na encosta de uma grande elevação escarpada, designada de o Cabeço de Monsanto (Mons Sanctus). Situa-se a nordeste de Idanha-a-Nova e irrompe repentinamente do vale. No ponto mais alto o seu pico atinge os 758 metros. A presença humana neste local data desde o paleolítico. A arqueologia diz-nos que o local foi habitado pelos romanos, no sopé do monte.
 
Também existem vestígios da passagem visigótica e árabe. Os mouros seriam derrotados por D. Afonso Henriques e, em 1165, o lugar de Monsanto foi doado à Ordem dos Templários que sob orientações de Gualdim Pais, que mandou construir o Castelo de Monsanto. O Foral foi concedido pela primeira vez em 1170 pelo Rei de Portugal e rectificado, sucessivamente, por D. Sancho I (em 1190) e D. Afonso II (em 1217).   Foi D. Sancho I quem repovoou e reedificou a fortaleza que, entretanto, fora destruída nas lutas contra o Reino de Leão. Seriam novamente reparadas um século mais tarde, pelos Templários.
 
Em 1308, o Rei D. Dinis deu Carta de Feira e, em 1510, seria El Rei D. Manuel I a outorgar de novo Foral e concedendo à aldeia a categoria de vila.
 
Em meados do século XVII, Luís de Haro (ministro de Filipe IV de Espanha), tenta cercar Monsanto, mas sem sucesso. No século XVIII, o Duque Berwik também cerca Monsanto, mas o exército português comandado pelo Marquês de Mina derrota o invasor nas difíceis escarpas que se erguem até ao Castelo. Monsanto foi sede de concelho no período 1758-1853. Um grave acidente no século XIX destruiu o seu Castelo medieval, pela explosão do paiol de munições.
 
Nas últimas décadas, Monsanto tornou-se popularmente conhecida como «a aldeia mais portuguesa de Portugal», exibindo o Galo de Prata, troféu da autoria de Abel Pereira da Silva, cuja réplica permanece até hoje no cimo da Torre do Relógio ou de Lucano.
 
Muitos dos edifícios em Monsanto são exclusivos deste lugar, como pedras grandes, equipados com portas que levam a alojamentos esculpidos em rocha pura, a pequena cidade é uma característica de alguns elementos da arquitetura portuguesa, como as casas e igreja construída em estilo manuelino, e outros, influenciados por românica medieval. As ruas estreitas são apenas suficientemente largas para um burro e atravessam em subida 400 pés de uma colina muito íngreme, no topo da qual se encontram as ruínas de um castelo templário.





 

sexta-feira, 29 de março de 2013

Páscoa - Publicada por ANTONIO MANUEL FONTES CAMBETA em O Mar do Poeta Macau e Tailândia

 
Páscoa - Publicada por ANTONIO MANUEL FONTES CAMBETA em O Mar do Poeta Macau e Tailândia
 
Páscoa (do hebraico Pessach), significando passagem através do grego Πάσχα) é um evento religioso cristão, normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa da Cristandade Católica.
 
Na Páscoa os cristãos católicos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte por crucificação (ver Sexta-Feira Santa) que teria ocorrido nesta época do ano em 30 ou 33 dC. A Páscoa pode cair em uma data, entre 22 de março e 25 de abril. O termo pode referir-se também ao período do ano canónico que dura cerca de dois meses, desde o domingo de Páscoa até ao Pentecostes.
 
Origem do nome (Páscoa)
 
Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pesah, data em que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito.
 
A palavra Páscoa advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa católica está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de «passagem», comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário, segundo os cálculos que se indicam a seguir.
 
No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pesah. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua , os franceses de Pâques, e também em outras línguas em que provavelmente não saiu do hebraico: latim Pascha, azerbaijano Pasxa, basco Pazko, catalão é Pasqua, crioulo haitiano Pak, dinarmaquês Påske, Pasko em esperanto, galês Pasg, Pasen em holandês, indonésio Paskah, Páskar em islandês, Paskah em malaio, em norueguês påske, Paști em romeno, Pasaka em suaíle, påsk em sueco e Paskalya em turco.
 
Os termos «Easter» (Ishtar) e «Ostern» (em inglês e alemão, respectivamente) parecem não ter qualquer relação etimológica com o Pessach (Páscoa). As hipóteses mais aceitas relacionam os termos com Estremonat, nome de um antigo mês germânico, ou de Eostre, uma deusa germânica relacionada com a primavera que era homenageada todos os anos, no mês de Eostremonat, de acordo com o Venerável Beda, historiador inglês do século VII. Porém, é importante mencionar que Ishtar é cognata de Inanna e Astarte (Mitologia Suméria e Mitologia Fenícia), ambas ligadas a fertilidade, das quais provavelmente o mito de «Ostern», e consequentemente a Páscoa (direta e indiretamente), tiveram notórias influências.