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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Poesia de José Manuel Veríssimo - Trazido pelo Mar - ou para alguém que chegou a ser muito especial; Razões; Lá do Oceano Indico ou Sobre uma noite na Internet


Poesia de José Manuel Veríssimo - Trazido pelo Mar - ou para alguém que chegou a ser muito especial; Razões; Lá do Oceano Indico ou Sobre uma noite na Internet



Trazido pelo Mar - ou para alguém que chegou a ser muito especial

 

Vieste navegando
 No barco da vida
 A descoberta……….
Quem dera um pouco que fosse
 De carinho
Nesse convés de descrença
 Em vez de um grito rouco
 Uma mão aberta
 Que acendesse
 Devagar
 Assim de mansinho
 Uma esperança
 Ainda que pouca
 Alguém que achasse
 Um trilho
 Ou mesmo um caminho
 Para uma das dimensões
 Onde a loucura não fosse louca

 Sobre um período do final do ano de 2001 em Lisboa
 Seixal, 19/07/2009


Leia este tema completo a partir de 10 de Dezembro de 2014 carregando aqui

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Poesia de José Manuel Veríssimo - Semente – ou receber e transmitir uma pequena mensagem em 1979; (Re) Descoberta ; Razões


Poesia de José Manuel Veríssimo - Semente – ou receber e transmitir uma pequena mensagem em 1979; (Re) Descoberta ; Razões

 

 Semente – ou receber e transmitir uma pequena mensagem em 1979

 

 Há poemas
 QUE AMADURECEM
 Como frutos

 A colher no Outono
 ANTES DE CAIREM

 Há poemas
 QUE SE TECEM
 NA CUMPLICIDADE DOS DIAS
 Há poemas
 COM GANAS DE RENASCER

 Certezas claras
 A plantar hoje
 PARA ALGUEM AMANHA RECEBER

 Seixal, 18.07.2009
 José Manuel Veríssimo


Leia este tema completo a partir de 30 de Outubro de 2014 carregando aqui

domingo, 30 de junho de 2013

Poesia de José Manuel Veríssimo - Fumos; Mar dos Sargaços; Não me Basta - ou sobre um passeio tardio por Lisboa á noite

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Poesia de José Manuel Veríssimo - Fumos; Mar dos Sargaços; Não me Basta - ou sobre um passeio tardio por Lisboa á noite
 
Fumos
 
Viver em silêncio  
Alguns gestos  
Sopros de claridade  
De esperança  
Entre nuvens carregadas  
Consenso  
De olhares  
Serenos  
Fraternos  
Brisas
Ou fortes ventos  
De lés - a - lés  
Luares  
Enrolam e desenrolam  
Seres  
Corpos……….
Momentos  
Acesos  
Nos encontros  
Entre vagas  
Rochedos  
E o fumo das marés
 
Seixal 18.07.2009
 
 
Leia este tema completo a partir de 1 de Julho carregando aqui.
 
 

 

sábado, 4 de maio de 2013

Poemas de José Manuel Veríssimo - NINHOS E DESEJOS; INFINITIVOS

 
Poemas de José Manuel Veríssimo - NINHOS E DESEJOS; INFINITIVOS
 
NINHOS E DESEJOS

Caíram ninhos
 Porque não eram ninhos
 Apenas um monte de ervas
 Sem carinho

As sementes não germinaram
 Porque não saciamos a terra

Um dia…………………..
 Em simultâneo
 - Fartos de solidão –
 Encontramo-nos em margens opostas do Tejo
 
INFINITIVOS

Querer
 Estar vivo
 Igual a:
 Mexer
 Pensar
 Por si próprio
 Reconhecer
 Se
 Cansado.
 Parar
 Cair
 Levantar
 Se
 Balançar
 Para lá de Si
 E dos Ses
 Para além das toadas
 Recusar
 O «tens de funcionar»
 Resistir
 Mesmo quando
 Negar
 E afirmar que se recusa
 
 
 
 

 
 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Poesia de José Manuel Veríssimo - DEIXA QUE CHORE; Diálogos do Amanhecer

 
Poesia de José Manuel Veríssimo - DEIXA QUE CHORE; Diálogos do Amanhecer
 
 
DEIXA QUE CHORE
 
Deixa que chore
Os ódios semeados
Que é preciso destruir
 As árvores guerreiras e carnívoras
 Onde corre a seiva de sangue humano

 Deixa que chore
 Este amor por explodir
 Encarcerado nas conveniências
 E todos os mestres crucificados
 Na voragem do quotidiano.

 Deixa que chore
 Esses ombros que faltam
 Dos amigos que o não são

 Deixa que chore
 
Diálogos do Amanhecer
 
 Pedem-me:
«Desenha a paisagem que habitas
 Uma carta urgente de ternura»

 
No início povoei o caos de esperanças
 Na solidão, teci telas de paisagens vossas

 
 Deslumbrei-me no mundo reflexo dos olhares
 
 Estabeleci a prioridade dos gestos/grinaldas
 Com flores entre os dedos
 Nadei entre perfumes e gestos

 
 Difícil escrever
 Com as mãos ocupadas
 Nos afagos
 Dos rostos murados de angústia

 Os meus olhos transmitiam manhãs de certezas
 
Leia este tema completo a partir de 25 de Fevereiro carregando aqui.
 
 
 

 
 

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Poesia de José Manuel Veríssimo - HOMENAGEM A OSCAR WILDE

 
Poesia de José Manuel Veríssimo - HOMENAGEM A OSCAR WILDE
 
 
HOMENAGEM A OSCAR WILDE
 
Passa-se no vai e vem
 Dos salões aristocratas
 A claridade de miríades de velas
 Entre ouros e pratas
 As salas são baile
 Os brasões, de quem
«nasceu bem»

 
Tetos altos de onde descem cortinados
 As orquestras
 Valsas
 Polkas…..
E criados
 Que abastecem
 De Cherrys
 De Portos
 Ou Champanhe
 Os copos que esperam pacientes
 

Fingem olhares absortos
 P’las garrafas correspondentes.

 O rendilhado dos leques
 Esconde a geometria dos lábios
 Quando se trata de mascarar
 A última rima
A última intriga
 Reveladas em sussurros

 
 Leia este tema completo a partir de 4 de Fevereiro carregando aqui.